quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

EXPERIÊNCIA EM TOCANTINS NA CONFERÊNCIA DO FAOR

1º e 2º DIA:

Companheirada! Cheguei a pouco em Palmas, capital de Tocantins. É a primeira vez que viajo para fora do meu amado Pará.

Saímos ontem,aproximadamente umas 16hs. da tarde de São Brás, acho que atrasados pois me repassaram que nos reuniríamos às 14:30 e provavelmente sairiamos as 15hs. Mas atrasados ou não, saímos. Tivemos uma pequena parada no Líder BR para quem quisesse levar algo para a viagem, ir comprar. Eu e o Roberto aproveitamos o momento pra ir a lan house para ver se as fotos do celular dele havia chegado em meu e-mail. Infelizmente, não chegou. Seguimos conversando eu, Roberto e o Wiliam da COR. Paramos em Santa Maria do Pará para jantarmos.

Rumamos estrada. Recordo que a última cidade que vi antes de dormir foi Ulionópolis, ainda em nosso Estado.

Quando acordei, aproximadamente às 06 da manhã, estávamos entrando em Tocantins, mas não me recordo da cidade inicial. Paramos em Colinas do Tocantins para tomarmos café. Daí, pegamos a estrada novamente e só paramos em Paraíso para almoçar.

Já ia esquecendo alguns detalhes: após o jantar me deu uma pequena dor no estômago, onde o Paulinho do Grupo APOLO do Movimento GLBT -Pará, me trouxe um medicamento que logo fez efeito. Já o Wiliam registrava tudo em seu gravador. Assistimos "Piratas do Caribe" no ônibus onde não entendi nada, mas o que me atraiu foi os efeitos e as partes meio cômicas.

Na parada em Paraíso para almoçar, conhecemos o Jader que trabalhava lá no restaurante e churrascaria Missioneira, onde estávamos almoçando.

Após o almoço, seguimos adiante passando pelas belezas de Tocatins, chegando em Palmas. Passamos pela ponte que liga Palmas a Paraíso, e rumamos para o Hotel Carvalhos. Nos alojamos no mesmo quarto eu,o Wiliam e o Igor que é representante da Expressão Popular Editora. Tomamos banho e eu o Wiliam resolvemos vir a lan house. Estamos de saída agora para nos arrumarmos para ir para a Abertura da Conferência na UFT -Universidade Federal de Tocantins.

3º DIA:
Bem, hoje acordamos aproximadamente umas 7:30 da manhã. Ontem a noite, a abertura da Conferência do FAOR foi pai d'égua! A galera do Pará já chegou fazendo barulho na terra alheia! Um vídeo com algumas lembranças fotográficas buscavam animar a nossa mística para o encontro. Na apresentação dos Estados varios foram os tons amazônicos apresentados. Nós com carimbó e xote, fizemos a festa. Após os encaminhamentos, voltamos ao hotel.

Eu e o Wiliam fomos dar uma volta na cidade. Logo conferimos o joio e o trigo: a noite é silenciosa e você pode andar na rua com seu celular sua carteira cheio de dinheiro e não corre o risco (acredito!) de ser roubado. Andamos bastante a noite se encontramos umas 10 pessoas na rua, foi muito. Só havia movimento onde a galera do hotel que estamos, estava bebendo.

Hoje, tomamos café no hotel e depois de uma espera, dirigímo-nos à UFT. Lá tivemos uma mesa com 3 facilitadores onde falavam do Desenvolvimento da Amazônia Oriental, mas da Amazônia como um todo. Alertavam para sairmos de nossos individualismos enquanto paises e organizações. Apresentaram alguns dados históricos e econômicos bastante interessantes. Após foi aberto as inscrições para intervenção dos delegados.

Depois, rumamos para o Restaurante Ecológico para almoçar a deliciosa comida cozida na lenha. Passamos um tempinho lá, e retornamos a UFT.

Chegando na Universidade, fomos para algumas salas, discutir propostas para a plataforma do FAOR. Eu fiquei no GT GLBT pois foi informado que não haveria debate interno deste GT, o que depois fiquei sabendo que o GT Juventude havia reunido-se.

Acabando a atividade, aproximadamente umas 18hs., dirigimo-nos novamente ao restaurante ecológico para jantar. E pra alegria do povo, a atividade a noite, foi cancelada. E logo surgia uma nova agenda para os ousados: uns queriam ir à praia, outros/as queriam ficar frente ao hotel, em um barzinho.

Nós, porém, grande parte dos delegados do Pará, fomos para a praça e lá dançamos, fizemos dinâmicas, cantamos e recitamos poesias. Gostei de dançar carimbó com uma Amapaense. É uma experiência que deveria ser vivenciada pela sociedade: abrir-se ao outro, ao diferente!

Eu e Wiliam fomos dar umas voltas na cidade, e chegamos aproximadamente umas 3:30 da madrugada (e aqui estou!), onde alguns delegados permaneciam sem pregar o olho frente ao hotel.
Estou indo dormir. Cansado. Amanhã temos mais coisas a garimpar. Está sendo uma riqueza esta Conferência do FAOR...

4º DIA:
Não vou me alongar pois já está chegando as 04:30 da madrugada. Hoje o dia foi bastante produtivo. Apesar de ter-mos acordado tarde e o "nosso ônibus" já ter ido a UFT, conseguimos pegar carona no outro. Ganhei uma blusa da parada GLBT do Amapá, que integra o movimento neste Estado.

As mulheres todas pomposas fizeram a festa no início da Conferência. Após, tivemos uma mesa com assuntos relacionados às diversas explorações na Amazônia. Na sequência, foi realizada outra mesa sobre algumas estratégias importantes para o verdadeiro desenvolvimento da Amazônia. Foi uma seqüência de debates um pouco cansativos que até o horário extrapolou. Fomos almoçar por volta das 14hs.

Na parte da tarde os GT's se reuniram para tomarem algumas linhas de trabalho. Eu fiquei no GT Juventude. Na ocasião, teríamos que tratar sobre algumas ações deste GT, sobre o Fórum Social Mundial, em específico, a Semana de Mobilização Global que será em janeiro, e sobre a nova coordenação do FAOR. Nossos trabalhos atrasaram por não se compreender inicialmente a metodologia. Antes de finalizar a discussão do GT Juventude, animamo-nos ao som de músicas populares.

No final, onde já estávamos fora da sala, por conta da aula que já iniciaria, nós decidimos as coordenações estaduais e regional do FAOR.

Voltamos ao auditório Centro Universitário Integrado de Ciência, Cultura e Arte (CUICA) onde já estava finalizando a discussão sobre o FSM. Fomos jantar.

No retorno do jantar à UFT, tivemos a apresentação do vídeo do Observatório da Cidadania. Na seqüência, tivemos outro filme falando sobre alguns enganos de desenvolvimento na Amazônia. Após, tivemos uma mini noite cultural com a apresentação de alguns talentos locais como o grupo de capoeira. OPará em sua ousadia, não ficou de fora. Por conta do Dia de Yemanjá, as companheiras do movimento negro animaram com danças e canções dedicadas a este orixá.

Voltamos ao hotel, fomos tomar banho e depois de três dias, resolvemos tomar o açaí que eu havia trazido de Belém.

Depois, eu, Roberto e o outro companheiro que não me recordo o nome no momento, saímos a procura dos demais companheiros. Não os encontramos. O Roberto e o outro, foram dormir e eu fui dar voltas com o Wiliam.

Cansamos e voltamos para o hotel para dormir. O Wiliam dormiu já. A galera na qual estávamos procurando, está chegando eufórica de um barzinho que encontraram a uns quilômetros distantes. Estou indo dormir. Boa noite!...

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